Beijando com esferográficas no papel
- Olá! Bom dia.
- Não quis te acordar.
- Sabe, tenho algo a dizer
"Não sei viver sem seus beijos.
Mas... abusando da sinceridade –
tenho de falar
aquele barulho que você
faz com a boca quando dorme?!
Inconscientemente
ele, estimula meus mais breves
pesadelos (...)
Não sei ao certo,
é como se o ruído trouxesse outro mundo
dentro de minhas doces fantasias.
Ah!, sei que não se importa com isso,
e eu, também não.
Afinal, ninguém em sã consciência
chegou a perfeição,
[Não que eu saiba]
Aliás, a perfeição…
Talvez seja o único desapontamento do
criador
para com uma das suas melhores apostas.
No entanto, ele, seu beijo,
motivador da minha incessante busca
dessa maestria abnegada.
Exasperei...
havia me esquecido
e antes que me deslembre:
o ruído,
a leve troada que faz ao mergulhar no
sono?!
Pois bem!
Acho melhor procurarmos um tratamento.
Afinal,
como havia dito no cabeço dessa
historíola;
não viverei sem seus beijos,
e pra isso,
preciso de uma boa noite de sono.
Entende?"
- Ah,
fiz um poema, é sobre nossos beijos
“Pode ser o inicio
um recomeço
uma despedida
a trégua
da arte
da cultura
no latim:
do basium
ao suavium
da benção
a um desvairo
um delírio
do príncipe
e do sapo
pode salvar
nos lábios
a paixão
recebido nas mãos
por sujeição
no bordel
por um sujeito pérfido
pode vir
de longe
por carta
mas nunca
será intenso
vir pela busca
da perfeição
do amor...
perder o juízo
se for preciso
pode assim
secar as lágrimas
antes de caírem…”
- Gostou?
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